Thursday, June 21, 2012

Nutrir

Nutrir a terra...
Nutrir o coração...


Para nutrir a terra regressamos à Quinta Real Pedagógica de Braga onde, amavelmente, nos disponibilizam todo o estrume que necessitamos para preparar a terra de algumas das camas elevadas da nossa hortinha. Em breve estaremos a replantar as mudinhas de beterraba que já estão quase no ponto!





 Para nutrir o coração trouxemos alguns "mimos de luz" da nossa horta (girassóis) para energizar a casa!



Nutrir a Vida!
Fotos: Smartins, Canon G10

Monday, June 4, 2012

Produção BIO

Hoje foi dia de colheita na nossa hortinha!

Produção:

- 15 Kg de batata e 1 Kg de fava em aproximadamente 12 m2 de terra;
-







E qualquer dia seremos brindados com o desabrochar dos nossos girassóis!

Sensação boa neste dia de colheita!

Fotos: SmartinS, Canon G10

Wednesday, May 23, 2012

Cuidar & Colher BIO

O tempo vai passando e entre o plantar, o cuidar, e o persistir, vem o colher! 

 Batata

 Alface

 Cenoura

As joaninhas e o combate às pragas!

O verdadeiro morango!

Continuamos com o cuidar e com o persistir, para mais tarde colher...

Fotos: SmartinS, Canon G10

I EIPAM - Plantas Aromáticas & Medicinais

No âmbito do Festival de Chás e Ervas do Mundo decorreu, no passado dia 18 de Maio, o I Encontro Ibérico de Plantas Aromáticas e Medicinais (EIPAM). No meio de alguma correria, ainda deu para preparar dois resumos e propor a apresentação dos mesmos em poster:

Comparação do perfil mineral de plantas aromáticas obtidas por agricultura biológica e convencional.

Avaliação do potencial citotóxico do extrato bruto metanólico e frações de folhas de Larrea tridentata frente a células cancerígenas humanas.

 Work done! Preparar a mochila e carregar baterias para a viagem! Valeu a correria!

Este encontro teve como temática central a inovação e valorização económica das plantas aromáticas e medicinais, unindo produtores, investigadores e variadíssimos outros atores nacionais e internacionais na fileira das plantas aromáticas e medicinais. Pessoalmente, considerei o evento valiosíssimo, dando-me a conhecer mais em detalhe os trabalhos de investigação que têm sido desenvolvidos em diversas instituições de Portugal, e até as expectativas de alguns produtores em relação aos resultados desse trabalho. Valeu o conhecimento, os contactos, o convívio!

Ficaram milhares de ideias a pairar na mente e muita vontade de continuar nesta área que inclui o estudo e produção de plantas com potencial terapêutico.

Flor do cardo @Amendoeira da Serra/ Pulo do Lobo

Os extratos desta planta possuem importantes atividades biológicas para a saúde humana (potencial antioxidante e antitumoral).


 @ Beja

 I Encontro Ibérico de Plantas Aromáticas e Medicinais @ Instituto Politécnico de Beja

 Aldeia da Amendoeira da Serra - Início da organização do Festival de Chás e Ervas do Mundo

O Festival de Chás e Ervas do Mundo foi organizado pela Associação de Defesa do Património de Mértola, em parceria com o Instituto Politécnico de Beja, a Universidade Sénior de Beja e o Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Baixo Alentejo e Litoral, e teve lugar em Beja e Mértola (Amendoeira da Serra, Monte do Vento) nos dias 14 a 20 de Maio. Promover a excelência das plantas aromáticas e medicinais e ervas silvestres, juntar produtos, produtores e promotores das diferentes espécies, e de distintas regiões num evento que procurou igualmente dar relevo às componentes científicas, pedagógicas e sociais que as ervas e chás possibilitam e exigem foram os grandes objetivos deste certame.

Aproveitar para desfrutar os ares do Alentejo...

Friday, May 4, 2012

Algas à Mesa

As algas marinhas fazem parte da alimentação de povos de origem asiática. Entre os ocidentais, são consumidas, principalmente, pelos vegetarianos e macrobióticos. No entanto, é essencial informar as pessoas sobre a importância de incluir as algas nas suas rotinas culinárias pela sua riqueza em minerais e nutrientes essenciais à nossa saúde. Tão importante como saber qual a composição e propriedades dessas algas, é conhecer o efeito da cozedura sob os compostos que lhes confere características cruciais como estimulantes e reguladoras do metabolismo, remineralizantes, reforçadoras das defesas naturais, estimulantes circulatórias, cardiotónicas, anti-oxidantes, anti-tumorais, anti-anémicas, anti-reumatismais, anti-infecciosas, anti-raquíticas, entre outras; pois sabe-se que as altas temperaturas podem causar a degradação de certos compostos.

Entra aqui uma ferramenta importantíssima e, muitas vezes desaproveitada, que é a investigação científica. É através destes estudos que comprovamos e compreendemos fenómenos que fogem ao que os olhos vêem e nos dão argumentos para aconselhar, neste caso, o uso de certas algas dependendo do que pretendemos aportar em termos terapêuticos e nutricionais. Assim sendo, tive a oportunidade de participar num trabalho desenvolvido neste âmbito, no Departamento de Engenharia Biológica (Universidade do Minho, Braga): o de caracterizar 4 algas que estão ao nosso alcance em lojas de produtos biológicos e naturais e que, cada vez mais, fazem parte dos nossos cozinhados (Sweet Kombu (Laminaria saccharina), Nori (Porphyra umbilicalis), Dulse (Palmaria palmata) e Sea Spaghetti (Himanthalia elongata)). Uma parte do trabalho foi exposta no World Congress on Industrial Biotechnology and Bioprocessing 2012, e está prestes a sair na sua totalidade! É indispensável realizar certos estudos mas, torna-se mais crucial ainda fazer chegar essa informação às pessoas, aos consumidores! Assim acredito que deveria  ser direcionada a investigação científica, em prol da sociedade! Esta é a minha motivação.

Sweet Kombu (Laminaria saccharina) 


Nori (Porphyra umbilicalis)


Dulse (Palmaria palmata)


Sea Spaghetti (Himanthalia elongata)

E agora, de volta à escrita da tese e da minha Gobernadora!

Fotos: SmartinS, Canon G10

Monday, April 30, 2012

Plantas & Etapas da Vida

(Saltillo, México 2009)
Chega assim o culminar de uma etapa recheada de trabalho, sacrifícios, partilha, sorrisos, algumas frustrações, e muito conhecimento, com a escrita da PhD thesis. Ao fim de 4 anos a lidar com as pequeninas e resinosas folhas da Larrea tridentata (nome científico de uma planta medicinal usada pelos indígenas norte-americanos, conhecida no México por Gobernadora, Guamis ou Chaparral, e nos EUA por Creosote bush) há que colocar no papel o trabalho desenvolvido, interpretá-lo e defendê-lo. Estou preparada. A escrita exigirá mais umas semanas e no momento da defesa será só explicar cada etapa, cada direção tomada, cada conclusão tirada. O estudo desta planta abriu-me as portas a um mundo muito especial que relaciona a Natureza, a Ecologia, a Saúde Humana, entre outras vertentes. Permitiu integrar-me noutras áreas distintas da rigidez científica, mas foi também essa rigidez que me proporciou ferramentas de compreensão sobre o potencial das Plantas e da sua aplicabilidade em termos práticos que aportam melhorias significativas na nossa saúde e bem-estar.

Daqui surgem outros caminhos, outros projectos, outras viagens! Também estou preparada. Seguirei este caminho onde as plantas e todo o seu potencial são reconhecidos, respeitados e valorizados. Não sei se a investigação se incluirá nesse percurso, mas os últimos 8 anos deram-me bagagem suficiente para arriscar outros voos com segurança e otimismo.

(Lençóis, Chapada Diamantina, Brasil 2011)

Let's get to work full of good vibes!

Wednesday, March 7, 2012

Atualizações agrícolas

Os últimos tempos têm sido repartidos pelas tarefas académicas, vida familiar e outras atividades, e o que tem faltado mesmo é energia para atualizar este cantinho. Mas quanto mais tempo passa mais novidades se acumulam e mais rica será a partilha – tentando encontrar algo de positivo neste atraso…

Assim sendo, dentro ainda das atividades agrícolas fica aqui o registo da coleta de vinte batatinhas biológicas da nossa floreira!!! É uma pequena conquista que reflete os benefícios de aproveitar, mesmo que pequeníssimo, um espaço de cultivo, demonstrando também que quando se faz algo com gosto e vontade dá, efetivamente, os seus frutos. Para além das batatas e alfaces temos aproveitado este espaço para desenvolver mudas de diferentes espécies/produtos vegetais e transplantarmos para a horta – o que tem resultado extremamente bem.

A nossa hortinha vai avançando a olhos vistos, e, de dia para dia é visível a importância da energia que colocamos no que fazemos – pelo menos temos tido muitos sinais desta constatação. Construímos o nosso compostor com a ajuda de madeiras velhas dando destino ao lixo orgânico produzido em casa, conseguimos fertilizante orgânico de graça – quantidade ilimitada! – na Quinta Real Pedagógica, montamos uma proteção-estufa para resguardar algumas mudas que se vão desenvolvendo - a bom ritmo depois desta iniciativa - e, assim, vamos seguindo...

Com entusiasmo, dedicação e esforço seguimos a viagem!

Mudas de rabanete

Fertilizante orgânico em abundância da Quinta Real Pedagógica (Braga)

Proteção-estufa feita com varas de madeira mortas gentilmente cedidas pela Mãe-Natureza.

O nosso alhinho cheio de força!