Thursday, October 29, 2009

Adiós Mexico


Ahora si, me voy...

Miradouro de Saltillo (Setembro 2008)

Hasta pronto...

Wednesday, October 28, 2009

Regresso a casa


Não tenho andado inspirada para escrever. Ou melhor, seria mais correcto dizer que não tenho tido vontade de colocar nenhum post, pelo cansaço que tenho sentido nestes últimos dias com toda a organização da tralha que fui acumulando com o passar dos meses. Mas tenho escrito, para mim. Ainda no fim-de-semana que passou fiz uma lista das coisas que me marcaram pela positiva e pela negativa no México. Porquê? Sei lá, dá-me para estas coisas… Até fiz ao contrário, primeiro mencionei as negativas e depois as positivas, para amenizar. Não que tenham havido mais situações negativas, mas porque acho que alguns aspectos são inerentes à cultura e não quero ferir susceptibilidades. Por isso decidi começar pelos aspectos que me pareceram menos bons e terminei em beleza, como se costuma dizer. Coisas boas e coisas más há e vive-se em todos os lugares do mundo. E porque cada um de nós interpreta a realidade que nos rodeia de forma distinta e muito variada decidi guardar essas ideias e perspectivas para mim. Posso e devo dizer que estes 14 meses que aqui vivi foram, sem qualquer dúvida, uma experiência muito boa. Isso é o mais importante. Aprendi tanto! É o que faz valer a pena certos “sacrifícios”. Aqueles pelos quais deixamos a família, amigos, a “nossa casa” para nos aventurarmos por outros rumbos. Podia escrever um longo, longo texto aqui. Um texto bem carregado de sentimentos, pensamentos e algumas conclusões. Mas não vale a pena neste caso. Porque sei que quem lê estas palavras e me conhece, sabe o que fica por dizer. Saudade é mesmo um dos sentimentos que levo comigo. De regresso a casa.

Hoje é o meu último dia por Satillo (em 2009).

Levo comigo sorrisos assim, e sigo com a expectativa de viver muitos mais como este!

Friday, October 23, 2009

Stories in the airport


Foto durante a viagem para a Escócia feita com a minha querida amiga Joana (2005)

Daqui a uma semana, a esta hora (15h40), já terei chegado a Frankfurt. Estarei no início da minha longa espera para apanhar o voo de Frankfurt-Porto às 21h20. Como sempre levarei um livro, alguns artigos do trabalho e o meu MP3. No entanto, é muito provável que me sente e fique estática nessas 7 horas de espera, sem ler, sem ouvir música, quase sem me mover. Como é possível? Não faço a mínima ideia, é como quando vou ao Centro de Saúde. Sento e espero. Observo as pessoas, acções e reacções, e penso. Ui, farto-me de pensar e viajar. Quem viaja bastante de avião e passa por diferentes aeroportos e escalas, tem sempre episódios engraçados ou curiosos para contar. Eu tenho vários, mas entre todos recordo um com uma atenção especial que se passou em Fevereiro de 2005, quando o meu Avô faleceu. Estava na Irlanda, e ao receber a notícia decidi ir a casa no fim-de-semana, acima de tudo, para apoiar a minha família. Nessa altura não havia voos de Dublin para o Porto, e por isso fazia escala em Londres (Standsted) (onde ainda cheguei também a passar umas belas noites, no meio de uma multidão que parecia transformar aquele aeroporto num pequeno parque de campismo). Cheguei ao aeroporto e sentei-me postrada, com a partida do meu Avô no pensamento. Olhei para o lado e um assento depois encontrava-se uma miúda, talvez da minha idade, a ler um livro. Eu reparei na sua mala, antiga e com um típico ar português. E perguntam-me “como é uma mala antiga com um típico ar português?”, não saberia explicar. Foi um feeling. Olhei-a e disse para mim "deve ser portuguesa". Claro que só depois fiz um esforço para perceber que livro lia e aí tive a certeza. Não me recordo que livro era (sou péssima para detalhes) mas fiz-lhe um comentário em relação ao mesmo. Na verdade não me apetecia nada falar, mas apetecia menos continuar naquele silêncio interior tão pesado e castrador. Ela sorriu e revelou ser daquelas miúdas super conversadoras e bem dispostas com toda a gente. Houve um momento em que pensei para mim “para que fui meter conversa!?”, isso porque não estava com energia para tanto. Mas deixei-me distrair pela história da sua vida, pelas suas palavras e a sua dinâmica. Estudava medicina veterinária e contou-me peripécias do seu dia-a-dia como veterinária em Inglaterra. Depois de alguma conversa perguntou-me se não queria dar uma volta pelas lojas, pois tinha de comprar algo para a “sua sogra”, que não era sogra mas assim lhe chamava (eu sorria!). Paramos na famosa loja de acessórios que se encontra em cada canto da Irlanda e Inglaterra, Accessorize. Cada uma para seu lado. Agarrei uns brincos por uns breves segundos e namorei-os por outros tantos. Coloquei-os no lugar e segui a minha visita. Quando a miúda encontrou o que quis para a “sogra”, ao pagar, mostrou-me os brincos que tinha antes namorado e simplesmente me disse que se apercebeu que me tinham gostado e os queria oferecer. Eu retorqui dizendo que nem pensar, não tinha jeito nenhum. Ela respondeu que um dia tinham feito o mesmo por ela e a fez sentir tão bem que só desejava fazer o mesmo por outra pessoa. Claro está que, naquele momento, não pelos brincos mas pela atitude, encheu-me o coração e fiquei sem saber como reagir. Foi daquelas situações meio estranhas que nos passam na vida, só mesmo por isso... porque têm de passar e fazer-nos pensar. Tenho realmente histórias curiosas vividas em aeroportos e aviões...

Wednesday, October 21, 2009

Final day


E assim chegou o último dia desta viagem pela Riviera Maya e pelo México. Como referi anteriormente, foi a última viagem no México no ano de 2009, mas gostaria de regressar e conhecer pelo menos mais três estados que dizem ser maravilhosos: Oaxaca, Puebla e Chiapas. Estes três estados darão uma viagem de sonho!

Este dia foi tranquilo. Caminhamos até a conhecida 5ª Avenida de Playa del Carmen. Ruas tipicamente turísticas, carregadas de lojas e pequenos postos de informação. Valeu a caminhada.


5ª Avenida de Playa del Carmen


Ferry para a Ilha de Cozumel


Despedi-me daquele mar lindo. E do hotel despedimo-nos com um belo jantar no restaurante Gourmet Krystal (que chique!...), um dos cinco restaurantes em que era necessário reservar com antecipação para poder saborear as suas délicatesses. Foi uma batalha!


Olhando o mar... Bom, neste preciso momento olhando para a câmara, mas estava mesmo a contemplar a paisagem maravilhosa daquele mar e daquela praia!


O p'as Silvias todas guapas!

Foi uma boa refeição, pela companhia e pela comida em si. Eu degustei um belo de um salmão acompanhado não sei bem com quê de ananás. A sobremesa foi um bombom de maracuyá. Comi-a a deliciar-me visualmente com a sobremesa que o Valter escolheu. Era uma espécie de brownie com gelado de baunilha e descobri pela partilha que estava DIVINAL. Mas, o bombom de maracujá também estava bom! Foi um belo jantar, embora as miúdas no dia seguinte andassem com umas dores raras de pancita. Bueno, ni hablar...



E, finalmente, posso dizer que este é o último post desta breve viagem pela Riviera Maya. Ainda ontem pensava nas viagens que fiz por este país, algumas das quais não se encontram neste post por haverem sido concretizadas antes deste blog existir (Cidade do México, Querétaro, Guanajuato, Zacatecas, entre outros lugares preciosos). Realmente tudo vale a pena quando a alma não é pequena... Só me vem esta frase à cabeça!


Very Special
(uma das poucas fotos perceptíveis da bela descartável)

Monday, October 19, 2009

Xcaret - Day 5


Xcaret é um parque aquático semi-natural (dizem que 50% Natureza, 50% Homem), dos mais conhecidos e visitados na Riviera Maya. Queria conhecê-lo para poder tirar as minhas conclusões e, pessoalmente, o parque Xel-ha impressionou-me mais em termos de beleza natural. O percurso desde o rio até ao mar do Xel-ha era fantástico (100% Natureza). No entanto, Xcaret também não deixa de ser um parque muito bonito, tendo mais distracções, como são os aquários de corais com os seus peixinhos de diferentes tamanhos e cores, o aquário das tartarugas (fabuloso!), um mariposário, o jaguar (símbolo importante na cultura Maya), um cemitério Maya, entre outros... Também tive a oportunidade de fazer snorkeling e foi muito bom, principalmente quando encontrava os meus amiguitos no fundo do mar de cores vivas e tamanhos surpreendentes!

E, como já é regra, deixo aqui algumas fotos para ilustrar o dia no parque de Xcaret!



Passeando pelo aquário...

Um dos túneis pelo qual passei até chegar a mar aberto.

Alberca oceânica (como lhe chamavam, e haviam várias).

Com o meu dive buddy! :)

Não dei conta de me tirarem esta foto (e muito menos a anterior!), mas estou mesmo com cara de miúda contentita!

Los voladores de Papantla (típico de Veracruz)

Impressionante!

Passeando por Xcaret...

No aquário das tartarugas, onde vi desde tartarugas pequeninas a tartarugas gigantes (adoro este animal!). Havia uma carapaça para gente miúda experimentar e sentir o que é ter uma carapaça dura a proteger-nos... Agora ao dizer isto dei-me conta que esta cena da carapaça dura era tema de uma longa conversa!... Bom, mas continuando, eu lá me meti (com jeitinho!) e... senti-me apertada!


Depois de um longo dia na água, de passeio, de sorrisos, de pancita cheia no buffet do parque, foi esperar pelo tão falado show nocturno do Parque Xcaret!

Esperar...

Esperar... (já com a velinha!)

...e desfrutar um espectáculo verdadeiramente excelente (e forte!) sobre a história da civilização Maya e sobre o povo mexicano!

Ficam muitas fotos por mostrar, muito detalhes por mencionar, mas há que ver e sentir ao vivo. Não há palavras para descrever o que vi e senti nesta viagem, e cada um sente uma paisagem, um momento, uma música de forma diferente. Eu, à minha maneira, deixo aqui um bocadinho das minhas vivências, mas a sua essência trago-a na memória e no coração! E como dizia a canção..."es sentir México en la piel..."

E chega assim o fim da viagem...

Chichén Itzá - Day 4


Podia escrever um longo texto sobre tudo o que vivenciei e aprendi neste lugar especial que é Chichén Itzá. Mas optei por um tour ilustrativo. Sem grandes explicações, e os detalhes ficam nas fotos, não nas palavras. Quem for curioso, pergunta ou busca ;) Somente comento que mesmo sem guia, este lugar está tão lotado de pequenos grupos de turistas que era só parar uns minutos a vislumbrar as ruínas e escutar alguns dos detalhes interessantes sobre a civização Maya. Dispenso guias e detesto excursões, embora entenda o porquê de algumas pessoas optarem pelas mesmas. Mas gosto de me sentir livre na minha busca e conhecimento.

E assim começa a viagem...


Vegetação densa que nos acompanha nos 250 km desde a Riviera Maya (Estado de Quintana Roo) até Chichén Itzá (Estado de Yucatán).



Entrando em Chichén Itzá.


A bela e típica foto da pirâmide ou templo de Kulkucán (Serpente Emplumada).


Sim, sou eu na foto..eu e a pirâmide!... :)


Templo de los Guerreros



Plaza de las Mil Columnas

Cenote Sagrado (poço natural)


El Gran Juego de Pelota (claro que faltava a bola!...)


Palapa Maya


E terminei o dia aonde?


No mar...claro!

Sunday, October 18, 2009

Last trip Mexico 2009 - Day 3


Depois de um dia preenchido em Tulum e Xel-ha o corpo pedia algum descanso, mas nem por isso houve pouca actividade; até porque, como diz o Valter, relaxar não implica “fazer nada” pois acaba mesmo por aborrecer. Aliás, encontrei um bom companheiro com “bichinho-carpinteiro” que tem de estar sempre a fazer algo!

Isto de pôr fotos de praia, mar, piscina não é fácil…tive mesmo de me controlar um pouco para não me tornar repetitiva, mas quem gosta deste tipo de ambiente e paisagem acaba sempre por encontrar um detalhe interessante ou diferente em cada foto; daí a vontade de encher os posts de fotos e mais fotos. Mas desta vez lá me contive para ilustrar um dia em que andei a pular do mar para a piscina, e da piscina para o mar. E porque o hotel incluía inúmeras actividades sem qualquer pagamento extra foi aproveitar ao máximo. Depois de um mergulho no mar foi um belo jogo de volei na piscina e depois scuba diving na excelente companhia meu dive buddy! :) Claro que fazer scuba diving na piscina não tem piada nenhuma, porque ao fim de 5 minutos a ver cabelos e bichinhos no fundo da mesma qualquer interesse é aniquilado. Mas sendo uma actividade livre e podendo estar relaxada a respirar como peixinho no fundo da piscina por uns minutos, porque não?

Adoro relaxar no mar. Fechar os olhos e pensar em nada. Deixar-me levar...

Com o meu amigo e dive buddy Valter :) Amante de tudo o que é desporto e actividade física, é um excelente companheiro para quando não queremos estar parados!


Ao final da tarde fomos visitar Cancún. Um misto de desilusão e fascínio. Desilusão pelo descuido de "Cancún-cidade". Sujo e sem cor. Esperava algo como em Acapulco ou Puerto Vallarta, onde a parte antiga da cidade é mais tradicional e menos turística, mas igualmente cuidada e com um encanto característico (embora Acapulco também primasse pela falta de limpeza em determinadas zonas). Mas chegando a "Cancún-Zona Hoteleira" o caso mudou completamente de figura. Dezenas e dezenas de hotéis alinhados numa imensa avenida recheada de luxo e exuberância. Só me passava pela cabeça “Isto é mesmo para os estadunidenses! Tudo bem grande, bem exagerado!”. Bom, é obvio que não é só para os estadunidenses, pois o turismo em Cancún é realmente diversificado. Mas há uma tendência óbvia e "lógica". Passamos também pela “zona de entretenimento” repleta de Steak House’s e muita discoteca, entre elas a tão conhecida “Coco Bongo”.




Houve ainda tempo de passar e parar por uma lojinha de souvenirs e não resistimos a dar uso às famosíssimas máscaras de luta livre que, como se sabe, teve origem no México. Pessoalmente, não acho piada nenhuma a este “desporto-entretenimento” mas é algo que move muita gente e muito dinheiro neste país.


A única piada que encontro nestas máscaras: fazer parvalheiras e tomar fotos! Tive o cuidado de escolher uma máscara a condizer com o laranja dos meus calções, claro! So fashion... :P

E a viagem continua…

Wednesday, October 14, 2009

Last trip Mexico 2009 – Day 2


O segundo dia desta viagem pelo estado de Quintana Roo estava destinado às ruínas de Tulum, que se encontravam aproximadamente a 40 km do nosso hotel que ficava numa das praias mais bonitas (dizem!) da Riviera Maya, Playa del Carmen. Decidimos alugar um carro e como nesse dia não tinham o modelo que desejávamos deram-nos um Jeep Wrangler vermelhusco, para condizer com o calor e a energia boa desse dia! Nunca tinha conduzido um jipe e parecia uma catraia de tão emocionada que estava. Já conduzi algumas Pickup trucks aqui no México (no belo rancho), mas como tenho um gosto especial por jipes foi mesmo uma emoção!


Chegando a Tulum, havia uma entrada repleta de pequenas lojas de artesanato e alguns cafés-restaurante. Passando essa zona iniciava-se um pequeno percurso de terra batida para chegar até às ruínas. Tinhamos a opção de ir num pequeno carro-comboio, mas eu queria mesmo era andar e sentir aquela terra, aquele sol quente, aquela leve brisa abafada e húmida. Não, não sou masoquista, mas adoro testar os meus limites ;) Faltou um chapéuzinho ou um lenço para proteger a cuca, mas foi uma caminhada muito agradável com pequenos trechos de sombra daquele arvoredo tão exótico. Não me lembro de suar tanto, nem de ver tanta iguana no meu caminho. Impressionante! Antes de iniciar a caminhada (que foi curta, de uns 10-15 minutos) tirei a bela foto com duas iguanas lindas. Foi delicioso tocá-las e sentir o áspero e fresco das suas peles.


Ao chegar às ruínas de Tulum foi vislumbrar uma paisagem e mar maravilhosos, e pisar esta zona arqueológica tão famosa que um dia foi uma antiga cidade muralhada Maya. Tulum é uma palavra Maya que designa barreira ou parede, o que se entende facilmente pois a cidade encontra-se rodeada de uma espessa muralha protectora. Esta cidade era designada pelos Mayas pelo nome de Zamá, que significa cidade da aurora. Com vistas fabulosas e praias impressionantes, deixo aqui algumas fotos...


Depois de alguns minutos de descanso à sombra e de uma bela re-hidratação com muitos fluidos foi seguir para mais um lugar maravilhoso, o parque aquático natural de Xel-ha. Ao chegar ao parque todos os pertences deviam ser guardados num cacifo e só aconselhavam levar mesmo o biquini porque a ideia é andar o dia todo na água. Caminhamos até o início do rio e foi sempre a dar-lhe (nadando) até ao mar. Eu, peixinho dentro de água, feliz da vida! Foi inesquecível e não tenho fotos desse percurso maravilhoso porque ainda não revelei as fotos que tirei com uma máquina (descartável) própria para água que comprei para tentar materializar alguns desses momentos. Passamos uma tarde mágica nesse parque, com muito sol, água, peixinhos entre nós e algum descanso merecido nas redes estrategicamente colocadas entre palmeiras que davam uma sombra deliciosa e relaxante. Não tive a oportunidade de fazer algo que desejo mesmo muito, nadar com golfinhos, porque era excessivamente caro. Fica o desejo de os sentir perto de mim, de os acariciar e de brincar com eles. Mas foi muito giro vê-los interagir com algumas pessoas.




Hotel, jantar (o verdadeiro "encher a pança"), muitos sorrisos e dormir que "amanhã há mais"!