Saturday, November 14, 2009

Pára tempo, pára!


Não, não é medo de envelhecer (embora até haja uma ligeira agitação interior quando penso nisso, mas é outra conversa!…). É mesmo o espanto de ver o tempo passar a uma velocidade impressionante e sentir que não se tem qualquer controlo nisso. Só podemos mesmo desfrutar o momento! Vinha a pensar nisto quando fazia, uma vez mais, o percurso Braga-Maia pela A3. Desde que regressei do México, dei-me conta que conduzo a uma velocidade muito mais reduzida. Nada me apressa, mesmo com hora marcada ou com a necessidade de fazer meia dúzia de tarefas quando só há mesmo tempo para fazer metade. Sinto-me numa fase mais descontraída no que diz respeito ao “tempo”. Sim, gostaria de ter menos responsabilidades e poder dedicar mais desse tempo a moi-même, mas até fica mal queixar-me. Não me queixo. Somente por vezes desejava que o dia tivesse 48 horas para ter a oportunidade de fazer o que gosto (para além do trabalho...). Num flash, voltei à casa da minha Avó. Ali estava eu, de bracitos pousados no parapeito da varanda, distraída a olhar para as casas ao fundo da rua e a pensar. Pensava que andar na escola primária era muito mais chato que no infantário, porque tinha muitas “responsabilidades”. Claro que na altura não lhe chamava responsabilidades ou obrigações, mas era a vida dura de chegar a casa depois de uma manhã intensa de aulas com uma Professora que sempre me deu a sensação que não ia com a minha cara, e ter de fazer os “trabalhos de casa” em vez de poder desfrutar a tarde completa a brincar. É lixado!... É muito bom crescer, sem dúvida. Mas às vezes é mesmo lixado…



Moi-même no infantário! Como detestava esta bata...

Tuesday, November 10, 2009

Voltei...


Mas voltei mesmo, e a falar português! Claro que se sair uma ou outra expressão em espanhol ou inglês não é para surpreender, já “está na pele”. Começo a organizar-me e a dar tempo ao tempo, porque a mania de achar que se pode e se é capaz de fazer tudo e logo ali na hora não dá!… Aos pouquinhos, com calma, sem stress… respira fundo! Ainda me sinto cansada. Já não é do Jet lag. Definitivamente é das horas a menos que tenho dormido. Preciso de uma bela sova no pescoço e outra na zona lombar. Isso ou um dia no SPA. Mas precisar, precisar… preciso que deixem de falar na Gripe A e que o Sol espreite para me aquecer o rosto! (Definitivamente na minha vida anterior vivia num país de calor, Sol e muita luz!…)



Aquecendo o rosto ao Sol em Montmartre (Abril 2008)... Mais uma viagem inesquecível contigo Amiga! E que bela viagem fizemos, repleta de boas sornas...Valeu a pena conhecer Paris como conhecemos :)



Tuesday, November 3, 2009

Away for a while...


Checking my new (old) reality.


Need some time to get use to it again!...

Thursday, October 29, 2009

Adiós Mexico


Ahora si, me voy...

Miradouro de Saltillo (Setembro 2008)

Hasta pronto...

Wednesday, October 28, 2009

Regresso a casa


Não tenho andado inspirada para escrever. Ou melhor, seria mais correcto dizer que não tenho tido vontade de colocar nenhum post, pelo cansaço que tenho sentido nestes últimos dias com toda a organização da tralha que fui acumulando com o passar dos meses. Mas tenho escrito, para mim. Ainda no fim-de-semana que passou fiz uma lista das coisas que me marcaram pela positiva e pela negativa no México. Porquê? Sei lá, dá-me para estas coisas… Até fiz ao contrário, primeiro mencionei as negativas e depois as positivas, para amenizar. Não que tenham havido mais situações negativas, mas porque acho que alguns aspectos são inerentes à cultura e não quero ferir susceptibilidades. Por isso decidi começar pelos aspectos que me pareceram menos bons e terminei em beleza, como se costuma dizer. Coisas boas e coisas más há e vive-se em todos os lugares do mundo. E porque cada um de nós interpreta a realidade que nos rodeia de forma distinta e muito variada decidi guardar essas ideias e perspectivas para mim. Posso e devo dizer que estes 14 meses que aqui vivi foram, sem qualquer dúvida, uma experiência muito boa. Isso é o mais importante. Aprendi tanto! É o que faz valer a pena certos “sacrifícios”. Aqueles pelos quais deixamos a família, amigos, a “nossa casa” para nos aventurarmos por outros rumbos. Podia escrever um longo, longo texto aqui. Um texto bem carregado de sentimentos, pensamentos e algumas conclusões. Mas não vale a pena neste caso. Porque sei que quem lê estas palavras e me conhece, sabe o que fica por dizer. Saudade é mesmo um dos sentimentos que levo comigo. De regresso a casa.

Hoje é o meu último dia por Satillo (em 2009).

Levo comigo sorrisos assim, e sigo com a expectativa de viver muitos mais como este!

Friday, October 23, 2009

Stories in the airport


Foto durante a viagem para a Escócia feita com a minha querida amiga Joana (2005)

Daqui a uma semana, a esta hora (15h40), já terei chegado a Frankfurt. Estarei no início da minha longa espera para apanhar o voo de Frankfurt-Porto às 21h20. Como sempre levarei um livro, alguns artigos do trabalho e o meu MP3. No entanto, é muito provável que me sente e fique estática nessas 7 horas de espera, sem ler, sem ouvir música, quase sem me mover. Como é possível? Não faço a mínima ideia, é como quando vou ao Centro de Saúde. Sento e espero. Observo as pessoas, acções e reacções, e penso. Ui, farto-me de pensar e viajar. Quem viaja bastante de avião e passa por diferentes aeroportos e escalas, tem sempre episódios engraçados ou curiosos para contar. Eu tenho vários, mas entre todos recordo um com uma atenção especial que se passou em Fevereiro de 2005, quando o meu Avô faleceu. Estava na Irlanda, e ao receber a notícia decidi ir a casa no fim-de-semana, acima de tudo, para apoiar a minha família. Nessa altura não havia voos de Dublin para o Porto, e por isso fazia escala em Londres (Standsted) (onde ainda cheguei também a passar umas belas noites, no meio de uma multidão que parecia transformar aquele aeroporto num pequeno parque de campismo). Cheguei ao aeroporto e sentei-me postrada, com a partida do meu Avô no pensamento. Olhei para o lado e um assento depois encontrava-se uma miúda, talvez da minha idade, a ler um livro. Eu reparei na sua mala, antiga e com um típico ar português. E perguntam-me “como é uma mala antiga com um típico ar português?”, não saberia explicar. Foi um feeling. Olhei-a e disse para mim "deve ser portuguesa". Claro que só depois fiz um esforço para perceber que livro lia e aí tive a certeza. Não me recordo que livro era (sou péssima para detalhes) mas fiz-lhe um comentário em relação ao mesmo. Na verdade não me apetecia nada falar, mas apetecia menos continuar naquele silêncio interior tão pesado e castrador. Ela sorriu e revelou ser daquelas miúdas super conversadoras e bem dispostas com toda a gente. Houve um momento em que pensei para mim “para que fui meter conversa!?”, isso porque não estava com energia para tanto. Mas deixei-me distrair pela história da sua vida, pelas suas palavras e a sua dinâmica. Estudava medicina veterinária e contou-me peripécias do seu dia-a-dia como veterinária em Inglaterra. Depois de alguma conversa perguntou-me se não queria dar uma volta pelas lojas, pois tinha de comprar algo para a “sua sogra”, que não era sogra mas assim lhe chamava (eu sorria!). Paramos na famosa loja de acessórios que se encontra em cada canto da Irlanda e Inglaterra, Accessorize. Cada uma para seu lado. Agarrei uns brincos por uns breves segundos e namorei-os por outros tantos. Coloquei-os no lugar e segui a minha visita. Quando a miúda encontrou o que quis para a “sogra”, ao pagar, mostrou-me os brincos que tinha antes namorado e simplesmente me disse que se apercebeu que me tinham gostado e os queria oferecer. Eu retorqui dizendo que nem pensar, não tinha jeito nenhum. Ela respondeu que um dia tinham feito o mesmo por ela e a fez sentir tão bem que só desejava fazer o mesmo por outra pessoa. Claro está que, naquele momento, não pelos brincos mas pela atitude, encheu-me o coração e fiquei sem saber como reagir. Foi daquelas situações meio estranhas que nos passam na vida, só mesmo por isso... porque têm de passar e fazer-nos pensar. Tenho realmente histórias curiosas vividas em aeroportos e aviões...

Tuesday, October 20, 2009

Final day


E assim chegou o último dia desta viagem pela Riviera Maya e pelo México. Como referi anteriormente, foi a última viagem no México no ano de 2009, mas gostaria de regressar e conhecer pelo menos mais três estados que dizem ser maravilhosos: Oaxaca, Puebla e Chiapas. Estes três estados darão uma viagem de sonho!

Este dia foi tranquilo. Caminhamos até a conhecida 5ª Avenida de Playa del Carmen. Ruas tipicamente turísticas, carregadas de lojas e pequenos postos de informação. Valeu a caminhada.


5ª Avenida de Playa del Carmen


Ferry para a Ilha de Cozumel


Despedi-me daquele mar lindo. E do hotel despedimo-nos com um belo jantar no restaurante Gourmet Krystal (que chique!...), um dos cinco restaurantes em que era necessário reservar com antecipação para poder saborear as suas délicatesses. Foi uma batalha!


Olhando o mar... Bom, neste preciso momento olhando para a câmara, mas estava mesmo a contemplar a paisagem maravilhosa daquele mar e daquela praia!


O p'as Silvias todas guapas!

Foi uma boa refeição, pela companhia e pela comida em si. Eu degustei um belo de um salmão acompanhado não sei bem com quê de ananás. A sobremesa foi um bombom de maracuyá. Comi-a a deliciar-me visualmente com a sobremesa que o Valter escolheu. Era uma espécie de brownie com gelado de baunilha e descobri pela partilha que estava DIVINAL. Mas, o bombom de maracujá também estava bom! Foi um belo jantar, embora as miúdas no dia seguinte andassem com umas dores raras de pancita. Bueno, ni hablar...



E, finalmente, posso dizer que este é o último post desta breve viagem pela Riviera Maya. Ainda ontem pensava nas viagens que fiz por este país, algumas das quais não se encontram neste post por haverem sido concretizadas antes deste blog existir (Cidade do México, Querétaro, Guanajuato, Zacatecas, entre outros lugares preciosos). Realmente tudo vale a pena quando a alma não é pequena... Só me vem esta frase à cabeça!


Very Special
(uma das poucas fotos perceptíveis da bela descartável)